Atenção ao resto do mundo é mais que necessária

Atenção ao resto do mundo é mais que necessária

A variante Delta, que já está no RS, resultou em um aumento expressivo de casos nos Estados Unidos e Europa

Taline Oppitz

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A vacinação contra a Covid avança no Brasil, fato que precisa ser comemorado, mas sem deixar de olhar para o resto do mundo, como Europa e Estados Unidos, que sempre estiveram pelo menos um passo à frente, para o bem e para o mal, em relação à pandemia. Enquanto focamos por aqui na ampliação dos índices de imunizados, e voltamos às atenções para a reabertura de grandes eventos e de flexibilizações cada vez maiores, Europa e Estados Unidos enfrentam aumento significativo de contaminações.

Os índices de doentes foram ampliados em 62% nos EUA e em 26% na Europa. A França está no topo do ranking, com aumento de 193% no número de casos. Considerando o planeta, foram 521.800 casos registrados diariamente nesta semana, número 9% mais alto do que em relação à semana anterior. O motivo, segundo a comunidade científica: a nova variante Delta, altamente contagiosa. Pelo menos três casos desta variante já foram identificados no Rio Grande do Sul.

É claro que o cenário pode ser considerado menos dramático, apesar dos números, em função das vacinas, que evitam principalmente versões graves da doença que já matou mais de quatro milhões de pessoas no mundo, em número que pode estar consideravelmente subestimado. Mas estamos longe da normalidade e não há como prever sequer uma estimativa. Nesta semana, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, advertiu que “dezenove meses após o início da pandemia e sete meses desde que as primeiras vacinas foram aprovadas, estamos agora nos estágios iniciais de outra onda de infecções e mortes”. 


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