Possível criação de "passaporte vacinal" em Porto Alegre causa polêmica na base e é engavetado

Possível criação de "passaporte vacinal" em Porto Alegre causa polêmica na base e é engavetado

Em nota, prefeitura afirmou que busca incentivar que a população tome a segunda dose da vacina

Mauren Xavier (interina)

Em seis meses, Porto Alegre vacinou mais de 70% de sua população com pelo menos uma dose

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A criação de um passaporte vacinal em Porto Alegre gerou atritos na tarde desta quinta-feira. Pela manhã, o repórter da Rádio Guaíba Aristóteles Júnior apurou, junto com o secretário municipal de Saúde, Mauro Sparta, que a prefeitura discutia a adoção de um passaporte para incentivar a aplicação da segunda dose da vacina. De maneira prática, o documento seria pedido por estabelecimentos, como restaurantes e bares, para permitir o acesso, garantindo segurança, tanto para funcionários como para os próprios frequentadores. O apelo ocorre no momento em que há cerca de 30 mil pessoas que ainda não tomaram a segunda dose, apesar de o prazo já ter passado. 

A notícia, porém, repercutiu negativamente em algumas alas do governo, que criticaram duramente a possibilidade. À tarde, a prefeitura compartilhou nota oficial, destacando a posição da prefeitura. "Sobre a vacinação contra a covid-19, a Prefeitura de Porto Alegre esclarece que não trabalha com projeto que obrigue a imunização ou crie punições para quem não se vacinar. As medidas debatidas no âmbito do Município são de incentivo à vacinação", diz um trecho. A nota reforça ainda que a Capital atingiu mais de 70% da população vacinável com a primeira dose. "Assim como na definição dos protocolos e medidas de enfretamento à pandemia, qualquer nova iniciativa a ser definida passará pelo amplo diálogo com os diferentes setores governamentais e representativos da sociedade, sustentado nos objetivos de salvar vidas e oportunizar a recuperação do desenvolvimento social e econômico da cidade", finaliza o documento. 

Nas redes sociais, a vereadora Comandante Nádia, do Dem, mesmo partido do vice-prefeito, Ricardo Gomes, rebateu a possibilidade de um passaporte vacinal. "Estamos trabalhando para que seja respeitada a liberdade das pessoas. Não podemos aceitar o tal passaporte de vacinação. Vamos confiar na plataforma de campanha do governo Sebastião Melo e Ricardo Gomes", publicou. No final do dia, ela fez nova postagem, dessa vez, respaldando que o projeto não iria à frente. "Agora é oficial: não haverá coerção, não haverá obrigação, não haverá discriminação para quem não deseja se vacinar. Acabei de ser informada que a Prefeitura de POA apenas estará incentivando as pessoas a se vacinarem e também realizarem a 2° dose da vacina", comentou no Twitter.


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