O pior momento

O pior momento

Números seguem preocupantes. Enquanto isso, o movimento de discussão por flexibilizações segue intenso

Mauren Xavier (interina)

Melo esteve reunido com o governador buscando achar convergências no enfrentamento à pandemia

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O Rio Grande do Sul registrou hoje a marca de 502 óbitos relacionados à Covid-19. É o momento mais crítico e delicado da pandemia no Estado. Ao mesmo tempo, o movimento de discussão por flexibilizações segue intenso. As conversas, que buscam garantir o funcionamento de setores da economia, vêm de várias frentes. Enquanto muitos criticam um chamado lockdown, que na prática nunca entrou em vigorou no Estado, os números seguem preocupantes. A redução foi mínima num deles e está bem longe de um panorama que traga um mínimo de respiro ao sistema de saúde, colapsado.

É neste contexto que na próxima sexta-feira o governador Eduardo Leite (PSDB) irá conversar com prefeitos, por meio da Famurs, e tentar desenhar os próximos passos. A certeza é de que a cogestão será retomada a partir da próxima segunda-feira, mas ainda com discussões sobre como efetivamente funcionará. Os prefeitos da região Metropolitana, por meio da Granpal, querem apresentar uma proposta ao governador antes disso. A ideia passa pela formação de grupo técnico e por medidas específicas sobre funcionamento na região.

Nesta segunda-feira, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), esteve reunido com o governador, no Palácio Piratini, buscando achar convergências no enfrentamento à pandemia. Melo defendeu que a cogestão não volte a ser suspensa e que as medidas sejam decididas em conjunto. A questão central, neste momento, é que sem a união de ações e de discursos, o trágico panorama será mantido. E mais vidas serão perdidas.

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