"Informações compartilhadas são seguras e democratizam o atendimento bancário", avalia CFO do Modal

"Informações compartilhadas são seguras e democratizam o atendimento bancário", avalia CFO do Modal

André Lauzana explica que, cada vez mais, as instituições devem apostar em atuações personalizadas com base em dados do cliente e na presença em diversos setores

Vítor Figueiró

Resultado de 2020 veio um pouco melhor do que as projeções do mercado financeiro, que apontavam para uma retração de 4,2%

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"Open Banking", "As a Service" e "Embedded finance" são algumas expressões que devem começar a ser ainda mais habituais no mercado empresarial e também no vocabulário da população em geral. "É o futuro, é uma tendência, e está só começando", garante o CFO do Banco Modal, André Lauzana, que apresentou um painel sobre "Open Banking" na South Summit Brazil no começo do mês de maio em Porto Alegre. "São possibilidades disponibilizadas pelo Banco Central dos clientes de produtos e serviços financeiros compartilharem suas informações com diferentes instituições. Assim, é possível movimentar as contas bancárias a partir de diferentes plataformas e com segurança", resume. 

De acordo com ele, todos estes serviços atuam na "esteira do "Open Finance" e devem democratizar o acesso das pessoas aos melhores serviços e atendimentos. "São tentativas de aumentar a democratização das pessoas através de um custo principalmente mais barato no servir. Encontrar tarifas melhores, redução de crédito. O produto chega hiper personalizado ao cliente com base nas informações que temos", explica.

Conforme o CFO, o funcionamento dessas medidas passa pelo compartilhamento de informações dos clientes com  e entre os bancos. "Isso só acontece com anuência dos clientes. É um trabalho a favor dos clientes. Com isso em posse, a ideia é democratizar e facilitar o acesso e porque não dizer reduzir os custos do servir bancário; Quando se faz isso, aumenta a competição no mercado", acrescenta. Os clientes podem sinalizar que não desejam compartilhar essas informações. "Toda a atuação é feita dentro da Lei Geral de Proteção de Dados. Caso não se deseje, tudo bem". 

Atendimento personalizado também para empreendedores

O serviço "personalizado" desejado acontece com união com possíveis marcas. "Não existe um segmento específico. Não tem restrição. Estamos no varejo e na indústria". O "As a Service" aumenta pontos de contato, atrai e fideliza novos clientes e, para os empreendedores, pode gerar novas fontes de receitas. "Nosso conceito é embedar serviços financeiros nas operações tradicionais. As empresas passam a oferecer não só o serviço final, mas também serviços que eles fazem", sintetiza. 

Para exemplificar a atuação deste segmento junto aos empreendedores, Lauzana se vale de uma possível "pet" como cliente. "Quando um cliente entra em uma plataforma para comprar produtos para cachorro. Naquele momento, quando ele acaba de comprar, eu pergunto para ele, você quer fazer o seguro para seu Pet? Ele pode estar procurando e não sabia serviços e não sabia que isso estava disponível em um relacionamento que já tem", finaliza. 

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