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Consórcio liderado pela Arábia Saudita comprará empresa de jogos eletrônicos EA por US$ 55 bilhões

Consórcio comprador também inclui fundos de investimento americanos

Concretização da compra está prevista para o início de 2026
Concretização da compra está prevista para o início de 2026 Foto : AFP

A gigante americana de jogos eletrônicos Electronic Arts (EA), responsável por franquias populares como EA Sports FC (anteriormente FIFA) e The Sims, anunciou nesta segunda-feira (29) que será adquirida por um consórcio liderado pelo Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. O valor da transação é de impressionantes 55 bilhões de dólares (cerca de R$ 293 bilhões).

O consórcio comprador também inclui fundos de investimento americanos, notavelmente a Affinity Partners, uma empresa sediada em Miami fundada por Jared Kushner, ex-conselheiro da Casa Branca e genro de Donald Trump.

Detalhes da operação e perspectivas futuras

Andrew Wilson, presidente e diretor-executivo da EA, celebrou o anúncio, destacando que a aquisição ajudará a "abrir novas oportunidades a nível global" para a companhia. A EA, que também possui jogos de sucesso como Madden NFL e Battlefield, registrou receitas de US$ 7,5 bilhões (R$ 40 bilhões) em seu último exercício fiscal.

A concretização da compra está prevista para o início de 2026 e ainda depende da aprovação dos acionistas da EA e das autoridades reguladoras.

  • Financiamento: O negócio será financiado com cerca de US$ 36 bilhões em capital dos membros do consórcio e US$ 20 bilhões em dívida comprometida pelo JPMorgan Chase.
  • PIF e Liderança: O PIF, que já detinha uma participação de 9,9% na EA, renovará seu investimento. Após a conclusão, a EA deixará de ser negociada na Bolsa de Valores Nasdaq, mas manterá sua sede em Redwood City, Califórnia, e continuará sendo liderada por Andrew Wilson.

Este acordo representa o mais recente grande investimento do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita no setor de tecnologia e entretenimento, como parte de sua estratégia para diversificar a economia do país para além das receitas do petróleo.

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