Margs abre exposição com seu acervo

Margs abre exposição com seu acervo

Trata-se da remontagem da '1ª Exposição de arte brasileira contemporânea'

Obra de Angelo Guido integra o acervo do museu

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O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) inaugura, neste sábado, uma ampla e extensa exposição que aborda as origens do museu e a constituição inicial de seu acervo nos anos 1950. Trata-se da remontagem da “1ª Exposição de arte brasileira contemporânea”, que foi a mostra de estreia do MARGS, realizada em 1955, na Casa das Molduras. Criado no ano anterior por decreto do Governo do Estado do RS, sem ter sede própria nem acervo inicial, à época o MARGS ainda não dispunha de espaço adequado para realizar exposições e receber os visitantes.
Assim, a “1ª Exposição de arte brasileira contemporânea” não só marcou a estreia pública das atividades do MARGS, como também foi o evento que serviu para divulgar que o então recém-criado Museu estava em preparativos e com o acervo sendo constituído. À maneira como foi anunciada em 1955, a mostra tinha por objetivo “colocar o público rio-grandense em contato com o que se produz atualmente nos grandes centros de atividade artística do país” e trazer artistas nacionais a fim de estabelecer intercâmbio mais intenso com o meio artístico no Estado. Mas com a exposição procurava-se cumprir ainda outra intenção, a de contribuir para a formação do acervo, o que resultou na aquisição por compra de um grupo de obras entre as que participaram.
Passados 66 anos, a presente exposição traz agora um resgate desta histórica e emblemática mostra do MARGS reunindo os trabalhos expostos incorporados ao acervo e até hoje presentes de Alice Brueggemann, Bustamante Sá, Caterina Baratelli, Di Cavalcanti, Henrique Cavalleiro, Iberê
Camargo, Frank Schaeffer, Paulo Flores, Alice Soares, Angelo Guido, Edson Motta, Gastão Hofstetter, João Fahrion, Portinari e Trindade Leal.
Ao mesmo tempo, a mostra traz a público a reunião da totalidade das obras adquiridas para a coleção durante seu momento inicial de constituição ao longo dos anos 1950, sob comando de seu fundador, o artista e professor Ado Malagoli (1906-1994). Assim, a exposição apresenta um conjunto
de mais de 120 obras de mais de 60 artistas.
Intitulada “1ª Exposição de arte brasileira contemporânea: 1955/2021 — Resgate da mostra de estreia do MARGS e formação inicial do Acervo”, a mostra tem curadoria do diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, e da curadora-assistente do Museu, Fernanda Medeiros.
O período de visitação das exposições no MARGS é de terça-feira a domingo, das 10h às 19h (último acesso 18h30), sempre com entrada gratuita, sem necessidade de agendamento. O Museu também oferece ao público visitas mediadas às mostras para grupos de até 6 pessoas, de quinta-feira a
sábado, em 2 faixas de horários (10h30 às 12h e 14h às 15h), mediante agendamento prévio no Sympla (www.sympla.com.br/produtor/museumargs).
Desde sua reabertura, em 11 de maio de 2021, o MARGS mantém uma série de medidas sanitárias e de regras de acesso para garantir uma visita segura e que ofereça uma experiência que possa ser aproveitada da melhor maneira: controle de fluxo de entrada e quantidade de público, uso
obrigatório de máscara, medição de temperatura e respeito à distância de 2 metros.


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