A importância da Feira do Livro de Porto Alegre para as crianças, que se tornam leitoras

A importância da Feira do Livro de Porto Alegre para as crianças, que se tornam leitoras

A Feira se torna um afago para dias tão difíceis vividos atualmente, e um pilar do conhecimento para as crianças que a visitam pela primeira vez

Amanda Ferrari / Unisinos

Crianças se tornam leitoras e frequentadoras da Feira do Livro após o primeiro contato com a literatura

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A Feira do livro de Porto Alegre, já conhecida por muitos gaúchos, com seu lugar reservado todos os anos na Praça da Alfândega, completa neste ano a sua 67° edição com o slogan “Para ler um novo mundo.” No ano passado, a programação ocorreu de forma totalmente on-line devido à pandemia do novo coronavírus. Neste ano, voltou com atividades presenciais seguindo todos os protocolos de segurança, com algumas transmissões pela internet.

A programação conta com atividades para todos os públicos, desde contações de histórias, teatro, sessões de autógrafos, e claro, as bancas que nos levam para o fantástico mundo dos livros. Sendo um ambiente com as mais diversas atrações, incentivando desde a infância o hábito saudável que é a leitura.

Ao conversar com frequentadores da feira e admiradores da literatura, é visível o importante papel que escola e feira do livro, juntas, possuem na vida de inúmeras crianças, que por vezes têm na escola a primeira oportunidade de frequentar um lugar cheio de possibilidades como uma Feira do Livro.

Eduarda Seger, estudante de Comunicação Digital da Unisinos, conta que o seu primeiro contato com uma feira do livro foi exatamente através da escola, em Estância Velha. “Na feira de Porto Alegre fui quando tinha entre 10 e 12 anos, com minha mãe e irmã. Me encantei, olhava aqueles livros e bancas que não acabavam mais, era incrível, eu amei, depois de grande continuei frequentando, sempre em família”, conta a universitária.

Bethina Franzen, também estudante de Comunicação Digital da mesma instituição, que tem como gêneros favoritos romance, suspense e terror, conta que tem até os dias atuais o primeiro livro comprado em uma pequena feira de sua escola. Ela lembrou de um momento marcante vivido na infância, uma ida na biblioteca da escola. Lá, a professora lia para os alunos, e então ela passou a se interessar pelo assunto.

Ela relata que passou a ler mais durante a pandemia, devido ao maior tempo em casa. Mas, mesmo já tendo lido livros digitais, prefere os físicos. “Já inserimos muito a tecnologia dentro das nossas vidas, e a leitura é um momento de reflexão e aprendizado, então o papel continua sendo seu preferido”.


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