67ª edição da Feira do Livro tem apenas 55% do orçamento da última feira presencial

67ª edição da Feira do Livro tem apenas 55% do orçamento da última feira presencial

Apesar do valor mais baixo, a organização da feira conseguiu implementar atividades que chegassem a todos

Gabriel Manzoni Ferri / Unisinos

Para a 67ª edição, foram disponibilizados R$ 334 mil, o equivalente a R$ 104 mil a mais do que ano passado

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A Feira do Livro de Porto Alegre teve nesse ano um aumento no orçamento disponibilizado pelo Pró-Cultura. Programa esse que através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) disponibiliza fundos para as artes, cultura e economia criativa no Estado. Para a 67ª edição, foram disponibilizados R$ 334 mil, o equivalente a R$ 104 mil a mais do que ano passado, que contou com um orçamento disponibilizado pelo Pró-Cultura de R$ 230 mil. Mas o valor não chega nem perto do orçamento captado para 2019, no qual foram arrecadados R$ 606 mil.

Este ano a Feira do Livro teve um gasto com a estrutura física, diferente do ano passado, onde os esforços foram concentrados na realização de um evento evitando o máximo de contato. A Feira híbrida este ano está bem menor que em 2019 e muitas atividades não foram possíveis de serem realizadas, quer seja pela pandemia, falta de patrocínio e por questões financeiras e de tempo hábil.

Contudo, alguns projetos continuaram de pé. Um exemplo é a programação especial da Feira do Livro, voltada aos sistemas penal e socioeducativo. Com o intuito de fomentar a participação de jovens e adultos privados de liberdade, a programação conta com a participação de autores presos e de um interno da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul (Fase) que debateram sobre produções próprias e o hábito de leitura dentro de estabelecimentos prisionais.


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