Isatir Bottin Filho fala sobre os benefícios do sistema híbrido na Feira do Livro

Isatir Bottin Filho fala sobre os benefícios do sistema híbrido na Feira do Livro

O novo método trouxe maior alcance e aproximação com os leitores

Naira Nunes / Ulbra Canoas

Segundo Isatir Bottin Filho, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, o novo modelo veio para ficar, pois surpreendeu pelo alcance na Praça da Alfândega e no virtual para o mundo inteiro

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Depois de uma edição totalmente on-line no ano passado devido à pandemia, neste ano a 67ª Feira do Livro de Porto Alegre se reinventou através do sistema híbrido. O on-line tomou conta da vida das pessoas, isso é inquestionável, porém agora com a vacinação avançada, esse método vem chamando atenção. O sistema híbrido, adotado pela Feira, combina o remoto e o presencial trazendo benefícios aos mais diversos tipos de leitores. Segundo Isatir Bottin Filho, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, o novo modelo veio para ficar, pois surpreendeu pelo alcance na Praça da Alfândega e no virtual para o mundo inteiro.

“Conseguimos trazer escritores internacionais com custos reduzidos e disponibilidade de tempo que antes não tinham. E na volta à praça, a Feira vendeu na primeira semana 69.700 exemplares em livros”, contabiliza, destacando que no ano anterior esse número chegou a 67 mil acessos em toda a edição.

O modo remoto acontece através de recursos digitais e continua na mesma linha da edição anterior. O site dispõe de um espaço exclusivo para as lives promovidas durante o evento. Na página também há divulgação das bancas participantes, direcionando para a área onde há informações pertinentes aos interessados, além de possibilitar a compra dos livros de cada editora, facilitando ao público utilizar a plataforma para encontrar o que se deseja. Desta maneira, a participação se torna mais ativa, como por exemplo de quem mora longe da Capital ou quem está em algum canto do mundo e não pode se locomover até o local ou aos que até mesmo por questões de proteção à saúde, preferem se abster e utilizar o on-line para ter esse contato.

“Chegamos a leitores que nunca puderam vir presencialmente e que até não a conheciam, no interior do Rio Grande do Sul, do Brasil e no mundo, inclusive em lugares onde o livro é muito importante, os presídios”. O sistema acaba por aumentar o alcance do público.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, a venda de obras no primeiro semestre aumentou 48,5% em relação a 2020. Porém, ainda existe o bom e velho leitor que ama tocar e sentir o cheiro dos livros e não larga por nada a sensação de folhear os exemplares. E neste ano, os apreciadores desse contato podem saborear novamente essa experiência. São 56 bancas distribuídas pela Praça da Alfândega, que trazem desde leitura para os pequenos e jovens, a clássicos da literatura juntamente com a descoberta de novos produtos e escritores. E para os amantes dos autógrafos e dedicatórias escritas à mão, a Feira possui um espaço exclusivo para isso. Para o público infantil, as atividades são vastas. “Este ano voltaram as barracas e os autógrafos, além de uma programação de teatro e contação de histórias para a primeira infância, na Floresta Encantada Petrobras”, explica.

Além disso, o presencial oportuniza conhecer pessoalmente o patrono, escritor e poeta Fabrício Carpinejar. É importante lembrar que todos os protocolos de segurança estão sendo seguidos, como o uso de máscaras e álcool em gel.


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