Participação escolar na Feira do Livro se intensifica

Participação escolar na Feira do Livro se intensifica

Mesmo virtual, a programação traz as tradicionais contações de histórias e encontros com autores, mantendo a bibliodiversidade do evento

As contações de histórias fazem parte da programação da Feira do Livro há mais de 20 anos e estão presentes nesta edição

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A 66ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre está acontecendo de forma virtual por conta da pandemia do novo coronavírus. A Área Infantil, que atraía principalmente a comunidade escolar, com diversas atividades voltadas ao público infantil e juvenil, também está sendo ofertada durante a Feira on-line. 

Ao longo do evento, foram realizadas 20 contações de história, dez encontros com autores para alunos dos anos iniciais e intermediários do Ensino Fundamental e dez encontros com autores voltados para alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Apesar da programação ser reduzida em relação a anos anteriores, Sônia Zanchetta, coordenadora da Área Infantil e Juvenil, ressalta que as atividades estão mais focadas e pensadas para o digital. Também foi possível viabilizar a participação on-line de Kiusam de Oliveira, nome importante da literatura infantil afro-brasileira, e de Eliane Potiguara, da literatura indígena. 

“Com a realização das atividades na internet, fomos capazes de atender um público muito maior, que o nosso teatro, na Praça da Alfândega, não comportava. Crianças de outros municípios e estados puderam participar diretamente de suas casas”, comemora Sônia . De acordo com os organizadores, a participação das escolas do Interior está intensa, além de crianças de outros estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Ângela Rimolo Rizzo, diretora pedagógica da Escola Don Luis Guanella, na zona Norte de Porto Alegre, conta que a instituição de ensino sempre participou presencialmente da Feira do Livro. “Era uma oportunidade das crianças também passearem pelo Centro, indo em outros espaços culturais”, recorda. “E este ano, mesmo no formato on-line não poderíamos deixar de participar, ainda mais porque o patrono da Feira, Jeferson Tenório, foi professor da escola por 10 anos. Ele resgatou e formou muitos leitores aqui.”

Participar da Feira do Livro on-line também foi uma oportunidade de expandir a sala de aula e atrair a curiosidade das crianças. Ângela avalia que desse modo a Feira conseguiu abranger mais pessoas, democratizando o acesso.  “Os alunos gostaram também, acharam interessante, foi uma maneira facilitadora de participar das atividades”, frisou. “Os pais estão mantendo os filhos mais próximos das histórias e dos livros, para preencher o tempo e isso é bom. Então, assim como não se deve perder o contato com o livro, a Feira não pode deixar de acontecer. Esta edição é sobre isso, sobre o bem que ler um livro, ouvir uma história, usar a imaginação, faz a cada um”, acrescenta.

Nicolle Marazini / Ufrgs
 


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