O ouro de Mayra
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O ouro de Mayra

Declaro, sem reconhecimento do COI, que Mayra Aguiar é ouro.

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Há uma vesguice escancarada na forma como se aponta o ranking de uma Olimpíada.
Então um país que fomenta uma ou duas modalidades e ganha um ouro está na frente daquele que, diversificando, estimula dezenas de esportes e computa cinco de prata e dez de bronze?
As medalhas deveriam ter pontuação. Dez para o ouro, cinco para a prata e dois para o bronze, só para dar um exemplo.
Mais. Deveria contar também a soma de medalhas conquistadas individualmente em Olimpíadas diferentes. A segunda de prata deveria valer ouro, assim como a terceira de bronze.
Isto premiaria a perseverança do atleta. Lembrando que os Jogos não disputados a cada quatro anos (exceção feita ao de Tóquio por causa da pandemia) e que, portanto, para ganhar o terceiro bronze o atleta terá que estar em atividade e em forma por 12 anos.
Não há glamour nenhum na vida de um atleta de rendimento. O corpo está sempre reclamando de dores insuportáveis, dores que muitas vezes o acompanharão até o final da vida, sem falar do abalo provocado pela pressão psicológica.
Declaro, sem reconhecimento do COI, que Mayra Aguiar é ouro. Para este colunista, Mayra é ouro.  


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