Inter, finanças, ruptura e mais
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Um breve balanço da gestão Barcellos

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*A VERDADE SOBRE AS FINANÇAS DO INTER*

O presidente do Inter, Alessandro Barcellos, deu entrevistas recentemente.
Mais uma vez, falou que as derrotas deste ano decorrem da herança, em especial das dívidas, que recebeu da gestão passada.
O texto que segue foi elaborado por integranres dos movimentos Colorado Eu sou, Inter Maior, União Colorada e Inter Grande.

*MAS BARCELLOS ESQUECEU DE DIZER QUE ELE FEZ PARTE DA GESTÃO PASSADA!*

Primeiro, como vice-presidente de Administração e Finanças (2017 a 2020, na gestão de Marcelo Medeiros). Depois, como vice-presidente de Futebol (de dezembro de 2019 até o final de setembro de 2020). Veja a herança deixada pelo ex-diretor do Inter para ele mesmo, agora como presidente:

1. Barcellos, quando foi vice-presidente de Futebol do Inter, contratou os seguintes jogadores: Musto, Marcos Guilherme, Boschilia, Abel Hernández, Leandro Fernández, Lucas Ribeiro, Jussa, Moisés, Saravia, Rodinei, Thiago Galhardo e Yuri Alberto. Foram cerca de R$ 22 milhões em contratações de jogadores. Todos com salários entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

2. Como presidente, contratou Miguel Ángel Ramírez, um técnico novo e com pouca experiência. Tanto que, agora, está em um clube em formação nos EUA (só vai jogar em 2022). Pagou R$ 12 milhões por ter demitido o técnico espanhol, que assinou contrato de dois anos com o Inter por insistência da atual diretoria.

3. Contratou Palacios por 3 milhões de dólares (cerca de R$ 16 milhões) e Paulo Victor por R$ 6 milhões.

4. As desclassificações na Libertadores e na Copa do Brasil deram um prejuízo de aproximadamente R$ 12 milhões (só contando uma fase seguinte em cada competição).

5. Barcellos recebeu da gestão passada um grupo (quase o mesmo de agora) que foi vice-campeão Brasileiro. Recebendo ao término da competição valores por  premiação de desempenho e verbas de televisão mais de R$ 50 milhões.

6. Barcellos vendeu Praxedes por R$ 35 milhões e Vinícius Tobias por R$ 4O milhões, ambos jogadores herdados da gestão passada. Ainda emprestou Peglow e Léo Borges para o Porto, sem cobrar nada, apenas com o passe fixado. Os dois jovens jogadores também são fruto do trabalho nas categorias de base da gestão passada, que culminou com o título da Copinha, em cima do Grêmio, em 2020.

7. Dispensou Abel, Rodrigo Caetano e Cristiano Nunes, estes dois últimos hoje no Atlético (MG), um dos times mais bem preparados fisicamente do Campeonato Brasileiro. Contratou um preparador espanhol iniciante da 2ª divisão espanhola, que conheceu Miguel Ángel Ramírez no aeroporto. Preferiu Paulo Bracks, com curta experiência apenas no América (MG), a Rodrigo Caetano, que foi para o Galo montar um dos melhores grupos do Brasileirão.

8. Ainda no capítulo perda de receitas por culpa da gestão atual: em 1º de maio, ainda lesionado, Paolo Guerrero pediu a rescisão com o Inter e a gestão negou. Isso representaria uma economia de mais de R$ 7 milhões até o final do ano. Foi Barcellos quem renovou o contrato do Guerrero em 2020, aumentando o salário de R$ 600 pra R$ 800 mil mensais.

9. Diretor financeiro da gestão passada, Giovani Zanardo foi trazido ao clube por Alessandro Barcellos. Ano a ano os demonstrativos orçamentários apresentados ao CD mostravam reduções. Todas as contas da gestão passada foram aprovadas no Conselho, sendo que no ano de 2019 foram aprovadas por unanimidade e sem ressalvas. Alessandro Barcellos em 2021 promoveu o diretor finaceiro Giovani Zanardo para diretor geral do Clube (CEO).

*Conclusão:* se a atual situação financeira não é das melhores, Alessandro Barcellos têm grande responsabilidade. Participou ativamente, na gestão passada e atual, de tudo que diz respeito às finanças do Inter. Não pode, portanto, colocar a culpa no passado como se não fizesse parte dele!

 

Enfim, a mea culpa de . "Eu também sou responsável pelo momento que vivemos. Participei sim de gestões anteriores. Não vou usar mais a palavra ruptura. Vou usar desafios." A imagem explica o CICLO DE MUDANÇA que o #Inter precisa.
 
 
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