A pátria de joelhos

O país que já foi do futebol hoje comete genuflexão, espera na fila até 2024 por um treinador estrangeiro, Ancelotti.

Seleção Brasileira perdeu para Senegal nessa terça
Seleção Brasileira perdeu para Senegal nessa terça Foto : Patricia de Melo Moreira / AFP / CP

O país que já foi do futebol hoje comete genuflexão, espera na fila até 2024 por um treinador estrangeiro, Ancelotti. 
Leio aqui e ali opiniões divididas.
Como se isto importasse diante do fato consumado: a pátria está de joelhos.

Há aqui cinco saaras de paradoxo.
Das duas, uma: ou o Brasil é a terra dos bebês prodígios, que na origem carregam o DNA dos jogadores extra classe, ou nossos treinadores das categorias de base são os melhores do planeta.

O CIES Football Observatory divulgou estudo sobre os países que mais exportam jogadores de futebol.
O Brasil é o líder absoluto da lista, com 1.289 atletas negociados para as 100 principais ligas do planeta.
Assim como o enigma do Triângulo das Bermudas, o mistério é saber porque estes treinadores da base desaparecem, não são alçados ao time principal, reduto de figuras carimbadas. 

O leitor Paulo Zeltzer sugere mudar a seleção brasileira para a Europa. Justifica:
“O técnico será europeu, os jogadores atuam na Europa e a seleção joga amistosos na Europa. Só vem ao Brasil para as eliminatórias da Copa e Copa América.
No mínimo, seria uma economia com passagens e estada.”