“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (The Conjuring: The Devil Made Me Do It)

“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (The Conjuring: The Devil Made Me Do It)

Em terceiro filme da franquia, casal de investigadores tenta defender acusado de assassinato

Chico Izidro

Vera Farmiga e Patrick Wilson são a alma e o coração de Invocação do Mal

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Idealizado e dirigido por James Wan, a cinessérie “Invocação do Mal” chega agora a sua terceira parte, com “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (The Conjuring: The Devil Made Me Do It), desta vez tendo o diretor Michael Chaves, de “A Maldição da Chorona” no comando. Os filmes são protagonizados pelo casal de investigadores de atividades paranormais Ed (7 de setembro de 1926 – 23 de agosto de 2006) e Lorraine Warren (31 de janeiro de 1927 – 18 de abril de 2019), que existiram na vida real. Eles são interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga nos três filmes.

Neste novo exemplar, baseado em fatos reais, a dupla é chamada para investigar e tentar defender o jovem Arne (Ruairi O'Connor), que assassinou o senhorio da casa onde morava, e que estaria possuído por um demônio quando cometeu o crime. O caso ocorrido em 1981 marcou por ser a primeira vez na história dos Estados Unidos que uma pessoa acusada de assassinato alega ter tido uma possessão demoníaca como defesa. Aí aparecem Ed e Lorraine Warren, que decidem ajudar a provar a inocência do rapaz.

O filme aproveita para prestar homenagens ao clássico “O Exorcista”, de 1973. Logo no começo, quando da chegada de um padre, saindo de um táxi, na casa de um garoto possuído. E este mesmo menino tendo o corpo todo distorcido, exatamente como a personagem Regan, vivida por Linda Blair na icônica obra de terror.

Mas é difícil embarcar na teoria de possessão demoníaca. O assassinato do senhorio ocorre durante uma festinha regada a álcool, e certamente drogas. Certamente o rapaz acusado de assassinato estava  drogado e em uma alucinação, matou o outro cara. Aí forçaram a barra com o demônio...E o casal vai defender um assassino...tá bom.

Apesar da premissa furada, Vera Farmiga e Patrick Wilson seguem bem em seus papéis, sendo a alma e o coração da franquia. E a empatia deles consegue fazer a trama funcionar, apesar de não dar muitos sustos na audiência.

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