Investimento no elétrico

Investimento no elétrico

Montadores direcionam grandes verbas no processo de eletrificação dos veículos

Renato Rossi

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O presidente mundial do Grupo Stellantis, Carlos Tavares, anunciou o investimento de 35 bilhões de dólares para o desenvolvimento e a produção de veículos elétricos até 2035. O grupo terá 55 modelos eletrificados em suas 14 marcas. Serão 40 elétricos “puros” e 15 veículos plug-in híbridos. A Stellantis, por enquanto, só tem o Fiat 500, reciclado para ser elétrico. 

Antes da Stellantis, grandes marcas como General Motors, Volkswagen e Ford tinham anunciado planos ambiciosos de eletrificação. A Ford já eletrificou a campeã mundial em vendas, a F-150. E terá 40% de sua frota elétrica até 2025. O investimento é de 30 bilhões de dólares. A GM anunciou verbas de 40 bilhões para a produção de 20 carros elétricos até 2025. A montadora é “veterana” na eletrificação, ao lançar em 1996 o EV1, que estava à frente do seu tempo. Em 1996, o carro norte-americano “bebia” gasolina aos montes pelas bocas grandes de motores V8 e V6. Neste contexto, o carro elétrico ecológico era apenas uma inutilidade. E o EV1 fracassou. Em 2011, a GM voltou ao mercado elétrico com o Volt híbrido, que abriu caminho para o lançamento do ótimo Spark em 2013. A fabricante direciona 30 bilhões de dólares na eletrificação.

A Volkswagen investiu 91 bilhões de dólares, sozinha e associada a montadoras chinesas. E começa a ter retorno do investimento no sucesso do belo SUV ID.4 na Europa. No Brasil, a Nissan anunciou nesta semana a segunda fase de sua estratégia elétrica. Vai ampliar a participação do excelente Leaf no mercado. O presidente da Nissan do Brasil, Airton Cousseau, afirmou que “a preservação ambiental deve ser prioritária no Brasil. E isto inclui o carro elétrico e governos futuros interessados num meio ambiente limpo”.

 


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