Transição para a energia limpa

Transição para a energia limpa

Grupo automotivo faz parceria direcionada à produção de baterias para carros elétricos

Renato Rossi

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A Stellantis apressa a sua estratégia de eletrificação global. Em março, o grupo firmou parceria com a quarta maior petroleira do mundo, a francesa Total, que gradativamente faz sua transição para a energia limpa. Agora, a Stellantis e a Total formam a Companhia de Células Automotivas, que já constrói duas grandes fábricas de baterias nas cidades de Douvrin, na França, e Kaiserslautern, na Alemanha. A finalidade da parceria é a produção de mais de 1 milhão de baterias anualmente, que equiparão os veículos elétricos. A Stellantis, até 2030, terá 90% de sua produção dedicada a carros híbridos e elétricos, que já ocupam altos patamares de vendas. O Peugeot 208 elétrico é um dos líderes na Europa. 

A escolha dos países para instalação de novas fábricas é hoje também uma questão geopolítica delicada e crítica. Em relação às fábricas de baterias, a parceria com a França incomodou profundamente os italianos. O ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Giancarlo Giorgetti, lembrou à Stellantis que foi o governo italiano que bancou 80% dos 6,3 bilhões de euros emprestados à FCA para a compra da Chrysler. O empréstimo teve como contrapartida a garantia de que a Fiat não demitiria operários na Itália nos três anos de pagamento do empréstimo. O que aconteceu. 

Agora, sob pressão da pandemia, que gera um rombo financeiro na indústria automotiva no mundo todo, a Comunidade Europeia estabelece um fundo de 2,9 bilhões de euros em incentivos fiscais direcionados à produção de baterias com novas tecnologias. E o governo italiano vai gastar 24 bilhões de euros em incentivos fiscais para a rápida transição do petróleo à energia limpa no país.

 


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