Saúde

Especialistas discutem regulamentação e proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil

Em Porto Alegre, professores e diretores de instituições de ensino debateram perigos do cigarro eletrônico

Perigo dos vapes é discutido por especialistas
Perigo dos vapes é discutido por especialistas Foto : Camila Cunha

A adesão de pessoas mais jovens aos chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) preocupa, fazendo com que especialistas discutam seus efeitos, a necessidade de regulação, redução de danos e medidas de mitigação. A característica do vapes é ter, em seu interior, espaço para a inserção do cartucho ou refil, onde fica armazenada a nicotina líquida, de acordo com estudo do Ministério da Saúde.

O porte de cigarro eletrônico também não é proibido, porém tanto o transporte quanto o armazenamento do produto com a finalidade de comercialização é vedado. O uso destes dispositivos também tem proibição vigente em locais coletivos fechados, como restaurantes, bares, cinemas, salas de aula, estádios, transporte público, dentre outros lugares.

Duas mesas-redondas, reunindo pesquisadores da PUCRS, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Unisinos, entre outras instituições, debateram os impactos e avanços científicos na análise destes aparelhos, também conhecidos como vapes. O evento foi realizado na Escola de Humanidades da PUCRS, em Porto Alegre. A mediação do painel de abertura, a respeito de novas tecnologias relacionadas ao assunto, foi do professor Luis Rosenfield, dos Programas de Pós-Graduação em História e Filosofia da PUCRS.

A primeira mesa conteve também os professores e diretores Israel Teixeira, dos Laboratórios Especializados em Eletroeletrônica (Labelo); Felipe Dalla Vecchia, do Instituto do Petróleo e Recursos Naturais (IPR) e Maria Martha Campos, diretora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, todos da PUCRS. Eles destacaram que, apesar de haver a proibição da venda e importação no país, é preciso compreender seu uso e entender permanentemente os riscos. Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o cigarro eletrônico é nocivo à saúde, e especialistas recomendam fortemente a não utilização.