Uma empresária de 44 anos relatou nesse domingo perda da visão após ingerir bebida contaminada com metanol em São Paulo. Segundo informações do site R7, a mulher está internada na UTI de um hospital paulista.
O incidente ocorreu durante a comemoração do aniversário de uma amiga. Na ocasião, a empresária disse que consumiu três batidas de frutas à base de vodca. Horas depois, ela começou a sentir os primeiros sintomas.
A Secretaria de Saúde confirmou duas mortes relacionadas ao consumo de bebidas adulteradas no estado e investiga outros casos. O Ministério da Justiça recomendou medidas para garantir a segurança das bebidas vendidas. Sintomas iniciais como náusea e tontura devem ser tratados rapidamente para evitar complicações graves.
Cegueira
Já a Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia fez um alerta sobre os riscos de o consumo de metanol causar neuropatia óptica, "uma doença grave que pode causar perda de visão irreversível", descreve a nota enviada à Agência Brasil.
Segundo a associação, entre 12 horas e 24 horas após o consumo, podem surgir sintomas de intoxicação como "dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e, principalmente, visão turva repentina ou até cegueira."
De acordo com a ABNO, o diagnóstico deve ser feito a partir da história clínica do paciente e por exames de sangue e de imagem.
O tratamento deve ser imediato e com uso de antídotos (como o etanol venoso), bicarbonato para corrigir a acidez no sangue, vitaminas (ácido fólico/folínico) e, nos casos mais graves, hemodiálise para remover o veneno.
Entenda
Nos últimos 25 dias, nove pessoas apresentaram intoxicação após o consumo de bebida alcoólica adulterada com metanol. Duas pessoas morreram.
A situação crítica levou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) a publicarem uma nota técnica com recomendações urgentes aos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado de São Paulo.