Governo lança programa de crédito de até R$ 1 mil para pagar em dois anos

Governo lança programa de crédito de até R$ 1 mil para pagar em dois anos

Ministro Paulo Guedes anunciou o Caixa Tem, que tem como objetivo atingir as camadas mais pobres da população

R7 e AE

Governo lança programa de crédito de até R$ 1 mil para pagar em dois anos

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Ao lançar um programa de créditos para a população mais carente, na manhã desta segunda-feira (27), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a “cooperação” entre os poderes Legislativo e Judiciário para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e a reforma do Imposto de Renda avancem. A declaração foi dada durante evento de lançamento do Caixa Tem, um programa de crédito da Caixa Econômica Federal no Palácio do Planalto, em Brasília.

O Caixa Tem vai oferecer à população créditos de R$ 300 a R$ 1 mil, com taxa de juros de 3,99% ao mês e possibilidade de pagamento em até 24 parcelas. O banco estima que cerca de 100 milhões de pessoas podem solicitar o benefício. O pedido pode ser feito pelo celular. O crédito vai estar disponível aos clientes que já têm conta digital no Caixa Tem, de maneira escalonada, conforme o mês de nascimento.

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Para pessoas nascidas em janeiro e fevereiro, a solicitação já pode ser feita a partir desta segunda-feira (27). Para contratar, é necessário atualizar gratuitamente o aplicativo Caixa Tem. A abertura de conta no Caixa Tem para novos usuários será possível a partir do dia 8 de novembro, também de maneira escalonada e de acordo com o mês de aniversário.

"Estas pessoas tomam crédito entre 15% e 20% ao mês. Pegam de agiota, pegam de fora do sistema financeiro", disse presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que testou positivo para Covid-19 e não pôde participar pessoalmente do evento. "Esse crédito, de R$ 300 a R$ 1 mil, com 24 meses para pagar e taxa de 3,99% ao mês, será o primeiro crédito bancário de dezenas de milhões de pessoas."

Segundo Guimarães, à medida em que a Caixa seja capaz de formar histórico de pagamento desses empréstimos, poderá oferecer condições melhores. "Podemos aumentar o crédito e diminuir os juros", disse o presidente da Caixa, salientando que a operação do auxílio emergencial trouxe para perto esses clientes, que não têm como comprovar renda.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, por conta da pandemia, foram identificados 38 milhões de trabalhadores informais “invisíveis”. Ele disse que essas camadas mais vulneráveis precisam de reforço financeiro.

De acordo com o ministro, resolver o impasse dos precatórios e aprovar a reforma do Imposto de Renda, que faz parte da reforma tributária do governo federal, são duas maneiras de “estender a mão” para essas camadas sociais mais necessitadas. Segundo o ministro, são esses dois fatores que permitirão a implementação do programa social Auxílio Brasil, o "novo" Bolsa Família. “Esse reforço exige a cooperação dos poderes. Nós precisamos do Congresso e do Supremo”, afirmou. Guedes também fez uma defesa do lema "saúde, emprego e renda”. Ele afirmou que é a vacinação que “permite a retomada segura ao trabalho”.


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