Milhares acompanham desfile de 20 de setembro em Porto Alegre

Milhares acompanham desfile de 20 de setembro em Porto Alegre

Apresentação homenageou tradicionalismo gaúcho na manhã desta quarta

Mauren Xavier

Desfile ocorreu na avenida Beira-Rio na manhã desta quarta

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Ponto alto da Semana Farroupilha, o desfile de 20 de Setembro mobilizou milhares de pessoas, na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre. A apresentação cívico-militar tomou conta da avenida Edvaldo Pereira Paiva, conhecida como Beira Rio, por praticamente três horas, garantindo a atenção do público, que apesar da ausência de arquibancada, se posicionou nas laterais da avenida.

A Brigada Militar não estimou quantas pessoas assistiram aos desfiles, em função da ocupação irregular ao longo da Beira Rio. Enquanto isso, no palanque central, as autoridades, como o governador em exercício, José Paulo Cairoli, e o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, aplaudiam a passagem na avenida.

A primeira parte do desfile, sob intensa nebulosidade, foi comandado pelas polícias, tendo início pontualmente às 10h. Com veículos e efetivos, a Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto Geral de Perícia (IGP), Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), Comando Rodoviário da BM desfilaram contando a história e evolução das entidades. Também estiveram presentes os atuais servidores que estão em processo de formação nas entidades.

Foto: Samuel Maciel

Durante uma hora, o público pode assistir e vibrar com a passagem dos representantes, que foi encerrada com a apresentação dos cavalos, puxados pelo Destacamento Montado da Brigada Militar. A presença dos veículos, especialmente os mais antigos, também chamou a atenção do público.

Os bombeiros, por exemplo, levaram o primeiro veículo adquirido, na década de 30, para ser utilizada em Porto Alegre. Foram levadas à avenida ainda, outros veículos históricos e até a lancha usada pelo grupo de salvamento e resgate dos Bombeiros. A presença de cães das polícias também atraiu olhares curiosos, especialmente das crianças.

História e cultura do Rio Grande do Sul

Por quase duas horas e com o sol forte, que rompeu a nebulosidade do início do dia, milhares de pessoas ligadas a entidades tradicionalistas desfilaram, enaltecendo a história e a cultura gaúcha. As 73 entidades inscritas, cada um ao seu modo, contou um pouco do Rio Grande do Sul e trouxe, de maneira original, as suas contribuições. O momento da assinatura que colocou o fim à Revolução Farroupilha, conhecido como Paz de Poncho Verde, entre o Barão Caxias e o general David Canabarro, chegou a ser encenada durante o desfile.

Foto: Samuel Maciel

Um deles foi uma caminhonete trazendo crianças que cantavam juntas o hino rio-grandense, enquanto acenavam para o público. Teve ainda quem preferisse provocar a fome e montou uma verdadeira churrasqueira na parte de traz de uma caminhonete, para o delírio de quem acompanhava.

Homenagens também não faltaram aos ícones da tradição gaúcha e aos integrantes de CTGs, como foi o caso de um que homenageou o falecimento recente de um componente, vindo predominantemente nas cores preta e branca, e outra que pediu saúde a um integrante que está internado no hospital. A festa só foi interrompida por alguns instantes em função da queda de uma pessoa na pista, durante o desfile. Ele foi socorrido e precisou ser removido com o auxílio de uma ambulância, fazendo com que os que viam atrás precisassem desviar.

Paixão pela tradição gaúcha

O público que acompanhou o desfile chegou cedo para garantir um bom lugar. Muitos não se importaram nem com a nebulosidade ou o sol forte e estampavam a paixão pela tradição gaúcha nas vestimentas ou carregando a bandeira gaúcha.

Os pais Roger Dorneles Borges e Fernanda Szarblewski levaram a filha Ana Laura, de 7 anos, pela primeira para ver o desfile. Vindos de Cachoeirinha, eles queriam aproveitar a oportunidade para que a filha conhecesse mais a história do Rio Grande do Sul a partir das apresentações. “E depois vamos seguir para o Acampamento Farroupilha para aproveitar o último dia”, enfatizou Borges.

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