Frio rigoroso derruba vendas nas bancas do Centro de Porto Alegre à noite

Frio rigoroso derruba vendas nas bancas do Centro de Porto Alegre à noite

Frutas e hortaliças tem estacionado nas prateleiras dos vendedores, mesmo com promoções

Sidney de Jesus

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Os termômetros em queda e o frio rigoroso que está atingindo Porto Alegre, nas últimas semanas, têm prejudicado a comercialização de frutas e hortaliças nas bancas e barracas que funcionam à noite e vendem os alimentos na Capital. Segundo a maioria dos vendedores, com as baixas temperaturas houve uma redução de cerca de 70% no movimento de clientes que têm o hábito de comprar os produtos no período da noite. 

Funcionário de uma banca de hortifruti, localizada na Praça Parobé, no Centro Histórico, o vendedor Cleber Marques, de 44 anos, que há oito trabalha no local, à noite, conta que os consumidores fiéis sumiram com o clima gelado que tem feito nos últimos dias na Capital. “Nem mesmo aqueles que trabalham e estudam aqui no Centro, no turno da noite, estão parando como antes para comprar frutas. Eles saem do serviço, do curso ou da faculdade e vão correndo para suas casas se aquecerem”, revelou Cleber, que lembrou que durante a madrugada o movimento de pessoas é ainda mais fraco.     

 "Frutas como banana, maçã, bergamota, abacaxi, laranja, uva, mamão e  melancia, que sempre tinham uma boa saída, ficam expostas e organizadas nas caixas. São poucos os clientes que passam por aqui e compram. Quando vendo alguma coisa, são alimentos para fazer um sopão para as pessoas se esquentarem do frio, como aipim, milho, moranga, batata doce, cenoura, entre outros legumes”, afirmou o vendedor. 

Bem humorado, mesmo com as vendas de frutas em baixa no período da noite, o comerciante de uma banca de frutas e hortaliças, localizada na Praça Osvaldo Cruz, no Centro, Jones Bettim, de 61 anos, revelou que tem usado a criatividade e faz promoções para chamar os clientes que passam pela banca no período noturno.  

Ele revelou, no entanto, que a iniciativa tem tido pouco resultado. “O frio não tem aquecido o comércio à noite. Além dos dias gelados, a pandemia também ainda impacta na queda de clientes. Meus fregueses não têm passado por aqui”, ressaltou Bettim, lembrando que trabalha com a venda de frutas e hortaliças há 30 anos.  

O comerciante destacou, ainda, que as vendas são razoáveis só na “hora do rush”, quando a maioria das pessoas sai do trabalho. “Mesmo assim, como esse frio intenso o movimento ainda é insatisfatório”, enfatizou Jones Bettim, lembrando que  antes da pandemia “tinha circulação de pessoas e vendas até as quatro da manhã, aqui na banca”. 

Otimista, o vendedor ainda espera que as vendas voltem ao normal. “Após todos receberem a segunda dose da vacina contra a Covid-19 e o inverno passar, acredito que o comércio de frutas vai se aquecer novamente”, disse Bettim.


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