"Covardia o que estão querendo fazer", diz Bolsonaro sobre Telegram

"Covardia o que estão querendo fazer", diz Bolsonaro sobre Telegram

Possível suspensão do aplicativo por não conter desinformação é discutida

R7

Bolsonaro afirmou que Planalto "está tratando assunto"

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O presidentre Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira que o governo está acompanhando as discussões sobre a possibilidade de suspensão do aplicativo Telegram por não controlar desinformação na rede. O presidente é contrário à possível suspensão do aplicativo.

"A gente está vendo aqui. Covardia o que estão querendo fazer com o Brasil, né? Covardia", disse o presidente a apoiadores. Em seguida, uma mulher afirmou que estão tentando "cortar" a comunicação da população, ao que o presidente apenas disse: "Não vou responder. Está tratando o assunto."

A situação do aplicativo está sendo analisada no âmbito do Ministério Público Federal, em São Paulo, e também pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No fim do ano passado, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, enviou ao diretor-executivo da empresa, Pavel Durov, um pedido de reunião para discutir formas de cooperação para combater a desinformação.

No ofício, Barroso frisou que o aplicativo está em rápido crescimento no Brasil e que nele circulam "muitas teorias da conspiração e informações falsas sobre o sistema eleitoral estão sendo disseminadas sem qualquer controle."

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O Telegram é amplamente utilizado pelo presidente, seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos). Diferentemente do WhatsApp, onde os grupos têm número máximo de participantes, e cada lista de transmissão (onde se pode enviar a mesma mesnagem para várias pessoas) pode ter no máximo 256 pessoas, os canais do Telegram não têm limite.

O canal do presidente Bolsonaro, por exemplo, tem mais de 1 milhão de participantes; o de Flávio Bolsonaro possui 92,2 mil inscritos; o de Eduardo Bolsonaro, 52,5 mil; e o de Carlos, 70,7 mil. Somando os quatro integrantes da família Bolsonaro, são 1,2 milhão de pessoas alcançadas.


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