O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (17) que vai vetar "tudo que exceder" a lei criada em 2017 para estabelecer o Fundão Eleitoral para os partidos políticos. Dos R$ 5,7 bilhões aprovados pelo Congresso para as eleições de 2022, ele estima que o valor será reduzido em R$ 2,7 bilhões.
"Eu acredito que desses R$ 5,7 bilhões, menos de R$ 3 bilhões deverão ser sancionados", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Capital Notícia, de Cuiabá (MS).
Ele afirma que a decisão a respeito do tema será tomada dentro da lei. "Eu não posso vetar ou sancionar qualquer coisa sem responsabilidade. Se eu sancionar o que eu não devo ou vetar o que eu não posso, está em curso um crime de responsabilidade", explicou.
Bolsonaro lembrou que o prazo limite para os vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) está próximo e revelou ter dado a ordem para "vetar tudo o que está previsto pela lei de 2017" e que seja rejeitado tudo que esteja presente em um artigo único.
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"Eu não quero brigar com a Câmara e nem com o Senado, mas R$ 5,7 bilhões extra, porque tem o fundo partidário também, é uma coisa inimaginável", disse ele, ao lembrar que foi eleito deputado por sete mandatos com recursos próprios.
O valor aprovado pelos deputados e senadores é 185% superior ao fundo das eleições municipais de 2020. Em valores corrigidos pela inflação, a quantia é mais que o triplo do que foi destinado às eleições de 2018 (R$ 1,8 bilhão).