8 de Janeiro: câmeras mostram atuação de ministro do GSI durante ataque ao Palácio do Planalto
Gonçalves Dias é visto no gabinete presidencial e, depois, simula uma espécie de orientação aos invasores para deixarem o prédio
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Imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto, obtidas pela Record TV, mostram a atuação do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, em 8 de janeiro de 2023, dia em que a sede do Poder Executivo foi atacada por extremistas.
Dias é visto, às 16h29min, sozinho no Palácio, caminhando pelo local e tentando abrir algumas portas. Depois, entra no gabinete presidencial e, em seguida, volta pelo mesmo corredor e simula uma espécie de orientação aos invasores para deixarem o prédio presidencial.
As imagens das câmeras de segurança mostram também que os extremistas receberam garrafas de água e orientações para a saída do edifício. Também se pode ver que os objetos foram entregues por militares que trabalhavam no GSI na época. Em 8 de janeiro, Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos e depredados por vândalos que quebraram vidraças, destruíram e roubaram obras de arte, e danificaram cômodos e móveis das sedes dos Três Poderes.
O episódio deixou um prejuízo de pelo menos R$ 21 milhões aos cofres públicos, segundo estimativas feitas pelos Três Poderes, e ocorreu por falha na operação das forças de segurança pública do DF, de acordo com a equipe de intervenção que atuou na capital federal depois do ocorrido.
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O que diz o GSI?
Em nota, o GSI afirma que as imagens mostram a atuação dos agentes de segurança que foi, em um primeiro momento, no sentido de evacuar dois andares (terceiro e quarto) do Palácio do Planalto. O órgão voltou a afirmar que as condutas dos envolvidos estão sendo apuradas e, caso comprovadas, os "respectivos autores serão responsabilizados".
O comunicado cita, ainda, que o "GSI não autorizou ou liberou qualquer imagem que não fosse destinada aos órgãos investigativos responsáveis", tendo em vista a proteção do sigilo do inquérito. A reportagem também procurou o ministro Gonçalves Dias, mas não houve retorno.