Ministério da Agricultura habilitará indústrias de proteína animal a exportar para Singapura

Ministério da Agricultura habilitará indústrias de proteína animal a exportar para Singapura

Atribuição deve-se à elevação do Brasil à categoria de pré-listagem para a venda de carne bovina, suína, ovina e de frango ao país

Correio do Povo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será responsável por habilitar os frigoríficos brasileiros de bovinos, suínos, ovinos e de frango para exportar seus produtos a Singapura. A atribuição advém da elevação do Brasil à categoria de pré-listagem para embarque das carnes e de seus processados à nação asiática. 

Em 2022, o Brasil exportou a Singapura, aproximadamente, 600 milhões de dólares em proteína animal e seus subprodutos, conforme divulgou o Mapa, em nota. “A aprovação do processo de pré-listagem demonstra a confiança do governo daquele país na qualidade do sistema sanitário brasileiro”, divulgou a pasta.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que comemorou a notícia, o pré-listing autoriza todas as empresas habilitadas pelo Sistema de Inspeção Federal (ou seja, autorizadas pelo ministério brasileiro) a requererem a habilitação para exportar seus produtos para este destino. “Antes, a habilitação era realizada individualmente, com análise documental das autoridades do país asiático. Agora, as missões singapurianas serão focadas na validação do sistema de inspeção do Brasil”, informa a associação. 

O diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua, explica que Singapura é um mercado estratégico e de alto valor agregado para a proteína animal do Brasil. “Esperamos ganhar ainda mais competitividade por lá, ampliando o número de players que atuarão nas exportações”. Somente no caso da carne suína, Singapura é o quinto principal destino em 2023, com importações de 57,9 mil toneladas de janeiro a novembro e receita de 148 milhões de dólares. O país também comprou 121 mil toneladas de carne de frango no período, com receita de 264,8 milhões de dólares.

Em nota, a ABPA lembra que, neste ano, antes de Singapura, o Reino Unido, Chile e Cuba estabeleceram o mesmo sistema de equivalência. “Há um sólido aumento na adoção de pré-listing para as exportações brasileiras.  Este é um reconhecimento importante à credibilidade de nosso sistema e do nosso país quanto à preservação de processos, o atendimento aos critérios e a elevada qualidade da produção e da inspeção, permitindo avanços sem precedentes nas exportações do país", avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.


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