Brasil conquista medalha histórica no tênis e avança para finais no atletismo e na natação em Tóquio

Brasil conquista medalha histórica no tênis e avança para finais no atletismo e na natação em Tóquio

Dupla Pigossi e Stefani venceu por 2 sets a 1 Kudermetova e Vesnina e faturaram 1° medalha do país na modalidade; Thiago Braz avançou para a decisão com 5,75m, e Bruno Fratus chega com terceiro melhor tempo

Correio do Povo

Dupla brasileira conquistou medalha inédita em Tóquio

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O Brasil viveu mais uma emoção inédita nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Em partida eletrizante, as tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani salvaram quatro match points no super tiebreak e venceram as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina na disputa pela medalha de bronze, neste sábado, nas duplas femininas. Essa é a primeira conquista da modalidade em toda a história olímpica brasileira. Anteriormente, a melhor marca havia sido de Fernando Meligieni, com um quarto lugar em Atlanta 1996. 

Chegando para o torneio sem estarem cotadas a luta por medalhas e de última hora, a dupla brasileira se superou e deixou favoritas para trás ao longo de toda a campanha. Na disputa pelo bronze, triunfaram diante das atuais vice-campeãs de Wimbledon em um duelo para a eternidade.

Com o jogo empatado em um set a um, as russas conseguiram 9 a 5 no super tiebreak e quatro match pontis. Stefani, de 23 anos, e Pigossi, de 26 anos, buscaram a desvantagem, igualaram em 9 a 9, e viraram para 11 a 9 para a vibração de toda a delegação brasileira que acompanhava o duelo.

O bronze inédito do tênis deixa o país na 20° no quadro de medalhas e chegando a sua oitava medalha: um ouro, três pratas, e quatro bronzes. 

Braz na final no atletismo

O atletismo confirmou, neste sábado, dois brasileiros em finais no Estádio Olímpico de Tóquio. Thiago Braz teve dificuldades em uma altura, mas confirmou lugar para defender seu título da Rio 2016. A concorrência do sueco Armand Duplantis e do francês Renaud Lavillenie deve ser intensa, além do norte-americano Christopher Nilsen. Outro representante do Brasil na prova, Augusto Dutra conseguiu altura para avançar, mas fez apenas no último salto e acabou em 16º.

Uma boa surpresa, e até presente de aniversário, veio para a lançadora de disco Izabela Silva. Ela lançou perto da sua melhor marca, com 61,52 metros e conseguiu a última vaga na decisão da modalidade. E ela completa 27 anos exatamente no dia em que disputará sua final olímpica. Fernanda Martins e Andressa Morais não conseguiram se classificar na mesma prova.

Nas outras modalidades, a primeira brasileira a entrar em ação no sábado foi Chayenne da Silva, nos 400m com barreiras. Porém, ela não foi bem, e completou a prova em 57seg55, o pior tempo de sua bateria, sendo eliminada, mesmo destino de Thiago André, nos 800m. Os 1min47seg75 não foram suficientes para ele se classificar. Ketiley Batista também não conseguiu a vaga nos 100m com barreiras, ao terminar em 8ª e última em sua bateria.

Fratus avança em terceiro

As piscinas também trouxeram uma aguardada final para o Brasi. Bruno Fratus melhorou sua marca da semifinal e, nos 50 metros livre, avançou como o terceiro mais rápido para a disputa da medalha. Os recordes mundial e olímpico de Cesar Cielo também resistiram às braçadas de Caeleb Dressel, favorito para o ouro. 

O norte-americano, por sinal, garantiu seu recorde mundial nos 100 metros borboleta. Ele foi "empurrado" pela briga fortíssima com o húngaro Kristof Milak. Os EUA ainda comemoraram a vitória da dona das provas longas, Kate Ledecky, que faturou o ouro nos 800 metros livre.

A Grã-Bretanha, por sua vez, vibrou muito com o ouro e recorde mundial no revezamento misto 4x100m medley. O time assumiu a ponta na reta final, superando China e Austrália. Australianos que vibraram ainda com a vitória de Kaylee McKeown nos 200m costa.

Vôlei de praia se classifica e judocas ficam sem medalha

Nos esportes coletivos, a noite começou complicada, mas com avanço às finais no vôlei de praia. Ana Patrícia e Rebecca levam virada da dupla dos EUA, mas mesmo assim vão seguir adiante na competição. Devem encarar, contudo, duplas bem classificadas dos outros grupos.

O judô brasileiro não conseguiu buscar a terceira medalha dos Jogos. Apesar dos judocas gaúchos vencerem quatro combates - com duas vitórias de Mayra Aguiar, uma de Maria Portela e uma de Daniel Cargnin -, nos embates com Holanda e Israel, o país acabou superado por 4 a 2, na estreia e na repescagem. 

Também nas lutas, o boxeador Wanderson de Oliveira venceu seu adversário bielorusso e está nas quartas de final.

No tiro com arco, o arqueiro carioca Marcus D´Almeida perdeu para o italiano Mauro Nespoli por 6 a 0 nas oitavas de final do tiro com arco da Olimpíada de Tóquio (Japão). Quarto colocado nos Jogos de 2016 (Rio de Janeiro), o europeu foi muito superior na disputa. 

Derrota no handebol feminino e vôlei segue 100% 

Mais no final da madrugada, dois resultados brasileiros: um positivo e outro negativo. A seleção feminina de handebol do Brasil perdeu e viu sua situação se complicar na fase de grupos em Tóquio 2020. O revés, segundo da seleção nas classificatórias, veio pelo placar de 34 a 31 contra a Suécia, líder do grupo. O duelo foi equilibrado do começo ao fim, mas as adversárias acabaram levando vantagem pela maior efetividade ofensiva.

Para se classificar à fase final, o Brasil precisa empatar ou vencer a França. A derrota encerra o sonho brasileiro de medalhas em Tóquio 2020.

No duelo das invictas do Grupo A no vôlei feminino dos Jogos de Tóquio, a seleção brasileira venceu a Sérvia por 3 a 1 e se isolou na liderança. As parciais foram de 25/20, 25/16 e 23/25 e 25/19.

Ambas as equipes acumulavam três vitórias até então, mas como as vice-campeãs olímpicas no Rio, em 2016, não haviam perdido nenhum set até este sábado, eram as primeiras colocadas pelo critério de desempate.

Dupla brasileira avança à medal race na liderança

Kahena Kunze e Martina Grael já estavam em uma situação relativamente tranquila quando foram para as últimas três regatas da classe 49er FX. Na quarta posição, precisavam apenas se manter entre as 10 primeiras para carimbar a presença na medal race, a regata que define a medalha de ouro. Mas as brasileiras estavam realmente inspiradas - e contaram com um tantinho de sorte, que não faz mal para ninguém.

Na primeira das últimas três regatas, terminaram no 12º lugar, mas como as adversárias foram ainda pior, subiram na classificação geral. Veio então a regata seguinte e as duas fecharam no primeiro lugar. Subiram mais um degrau, para o segundo lugar. Então veio a última regata, e o 10º lugar foi suficiente para que Kahena e Martina assumissem a liderança, justo no momento mais importante.

A medal race será disputada na madrugada de domingo para segunda-feira, às 2h30min. 

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